segunda-feira, 23 de abril de 2007

Letargia


No banco de uma praça solitária
Uma bela mulher
Angustiada por ser.

Por baixo de um vestido rendando
Um seio palpitante, descontrolado
Grita desesperado
Por vida e preenchimento

Seu rosto impassível entretanto
Não revela seus medos, segredos, espanto
Olhando-a não se percebe
Que sua alma clama por alegria

Só mais uma estátua de gesso
Com mil máscaras de sorrisos
Para retocar as lágrimas...
Finge não amar, não sentir e não ver

Tem a intenção de sair correndo sangrando
Movendo obstáculos e em prantos
Subir ao cume da vitória
“intenção que não é ação”
sussurra o mundo esmagando

Grita mundo, grita!
Grita que esta mulher é surda
De nada vale a consciência do ser
Para uma alma em letargia profunda

6 comentários:

Felipe Forain disse...

NAra. Esse poema é lindo, com tudo seu...

Te amo, princesa...

Isa disse...

2 coisas: Poema lindo.

"Tem a intenção de sair correndo sangrando
Movendo obstáculos e em prantos
Subir ao cume da vitória
“intenção que não é ação”
sussurra o mundo esmagando"

Adorei essa parte.

"De nada vale a consciência do ser
Para uma alma em letargia profunda"

Perfect!

A 2ª coisa é: o lay do blog do Felipe é igual ao meu.
:p

Isa disse...

Vc já está linkada no meu blog.
Beijos Nareeenha!

Jussara Monteiro disse...

Adorei conhecer-te poeticamente. Gostei muito do que li. Beijos

Unknown disse...

FORTE,Maravilhoso...

Sem nome disse...

Perfeita apresentação do significante "A" mulher... Lacan iria gosta dessa poesia...