
No banco de uma praça solitária
Uma bela mulher
Angustiada por ser.
Por baixo de um vestido rendando
Um seio palpitante, descontrolado
Grita desesperado
Por vida e preenchimento
Seu rosto impassível entretanto
Não revela seus medos, segredos, espanto
Olhando-a não se percebe
Que sua alma clama por alegria
Só mais uma estátua de gesso
Com mil máscaras de sorrisos
Para retocar as lágrimas...
Finge não amar, não sentir e não ver
Tem a intenção de sair correndo sangrando
Movendo obstáculos e em prantos
Subir ao cume da vitória
“intenção que não é ação”
sussurra o mundo esmagando
Grita mundo, grita!
Grita que esta mulher é surda
De nada vale a consciência do ser
Para uma alma em letargia profunda